(Trilha sonora da aula do dia 25/10/2013)
Registros das aulas de Educação e Sexualidade do curso de Pedagogia da Universidade Estadual da Paraíba...
terça-feira, 29 de outubro de 2013
TROCA SE SAPATO
Ao som da música Sapato Velho do Roupa Nova, demos início à aula e à dinâmica intitulada de "troca de sapato". A mesma consistiu em: retirar seus sapatos e coloca-los à sua frente; dar quatro passos para o lado direito e calçar os novos sapatos; caminhar aleatoriamente pela sala e ao som do apito, trocar novamente os sapatos com alguma colega. Esse processo se repetiu algumas vezes até que na última troca, calçando o seu verdadeiro par de sapatos, fomos instruídas a abraçar as colegas da turmas, desejando-lhes um bom dia.
Já em seus respectivos lugares, a turma discutiu acerca das dificuldades e facilidades encontradas ao calçar os sapatos das colegas e pontuamos a importância de nos colocarmos no lugar do outro pelo menos uma vez. Refletimos o quão difícil é, pensar e/ou agir como se fosse o outro.
É preciso que sejamos conscientes de que não soubermos os motivos da caminhada, não devemos criticar os passos de alguém.
(Registro da aula do dia 25/10/2013)
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
QUEM NUNCA?
"Quem nunca acordou um dia e imaginou como seria bom poder mudar algumas coisas? Resolver um arrependimento, retirar algo que foi dito, dizer o que ficou faltando. Fazer algo com mais entusiasmo, experimentar coisas e situações diferentes, se dedicar mais aos amigos, se envolver em alguma causa, grande ou pequena, Estar mais com quem se ama, se aborrecer menos com o trabalho, dar valor ao que realmente importa.
O que está feito não tem volta, mas todo resto é possível!
Não quero discutir quem este certo, mas que as coisas deem certo. E não quero deixar de arriscar por receio de não ser impecável, e sim avançar, livre, com menos cobranças, mais generosa comigo mesma e com meus erros."
Paula Mageste, diretora de redação da Revista Cláudia
EDUCAR PARA CRESCER
Cláudia Viana, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, responsável pela formação de professores com ênfase na diversidade de gênero, acredita que os adultos ainda não estão preparados para lidar com a transexualidade nem com sinais de homossexualidade na infância. Mas argumenta que há avanços na forma como as escolas estão resolvendo as questões de gênero. "Hoje os professores são formados para lidar com a diversidade. É uma transição importante, pois nós não tivemos isso na nossa educação."
Beto de Jesus, educador há 25 anos, que há 13 trabalha com o Ministério da Educação dando cursos para formação de professores com ênfase na diversidade de gênero, afirma que a informação é o que ajuda a combater o preconceito. "O mais importante é entender que essas manifestações são uma expressão da integridade da criança ou do adolescente. Ser gay, lésbica ou transexual são marcadores da identidade que nos constitui como pessoa, mas somos todos cidadãos, com direitos iguais. O respeito às diferenças tem de ser ensinado e garantido pela escola."
ORAGGIO, L. Educar para crescer. Cláudia, n. 9, p.204, set./ 2013.
Beto de Jesus, educador há 25 anos, que há 13 trabalha com o Ministério da Educação dando cursos para formação de professores com ênfase na diversidade de gênero, afirma que a informação é o que ajuda a combater o preconceito. "O mais importante é entender que essas manifestações são uma expressão da integridade da criança ou do adolescente. Ser gay, lésbica ou transexual são marcadores da identidade que nos constitui como pessoa, mas somos todos cidadãos, com direitos iguais. O respeito às diferenças tem de ser ensinado e garantido pela escola."
ORAGGIO, L. Educar para crescer. Cláudia, n. 9, p.204, set./ 2013.
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
EDUCAÇÃO E SEXUALIDADE
A aula de Educação e Sexualidade do dia 18/10/2013 foi iniciada com uma dinâmica que consistiu em escolhermos dentre algumas bexigas coloridas, aquela que nos chamasse atenção e tivesse a cor que mais agradasse a nossa visão.
Ao receber um pedaço de papel, dividimos a turma em duas equipes, cada qual ficando responsável por dar sua definição de sexo e sexualidade. Feito isso, colocamos o papel dentro da bexiga, a enchemos e partimos para a segunda etapa.
A trilha sonora da dinâmica ficou a cargo da professora Ana Raquel, que escolheu a música "já sei namorar" do grupo Tribalistas.
Missão das alunas: Dançar, jogando a bexiga para cima sem deixar que caísse nenhuma delas. Ao término da música, estouramos a bexiga e lemos a definição cotidiano interior das mesmas. Entre as definições, destacamos:
Definições de sexo:
- Definição de gênero;
- Ato sexual;
- Fantasia/ escolha;
- Saúde/ bem estar.
Definições de sexualidade:
- Diversas formas de obter prazer;
- Comportamento sexual;
- Forma de viver e encarar o sexo;
- Expressar o prazer sexual;
- Descobrir a sexualidade;
- Interesses;
- Personalidade.
Após o intervalo, realizamos a leitura coletiva do texto: Série Saúde Preventiva: conversando sobre sexualidade. Segue abaixo o texto citado:
A sexualidade é algo que vamos aprendendo e experimentando durante toda a vida. Aprendendo? Pois é, diferente
do que muita gente pensa, a sexualidade não é um processo biológico, que só tem a ver com os órgãos sexuais e
os hormônios. As sociedades e as pessoas vão formando sua compreensão e vivência da sexualidade ao longo do
tempo. Os comportamentos, os desejos, as ideias são tanto individuais quanto sociais.
Como as pessoas e as sociedades mudam, a sexualidade também muda. Até pouco tempo atrás se pensava que
as mulheres não sentiam desejo sexual e só transavam para engravidar e satisfazer seu marido. Já os homens podiam
transar quando quisessem , com quem quisessem e quanto mais cedo começassem, melhor!
Muita coisa mudou, mas ainda há muito preconceito. Se não, como explicar o fato de que as mulheres, jovens ou
adultas, sejam chamadas de "galinhas" quando ficam com muitos rapazes ou se já tiveram muitos namorados? Em
que elas são diferentes dos homens, que têm muito mais liberdade e se relacionam com quem quiserem?
E as discriminações que os gays e lésbicas sofrem todos os dias? Não podem namorar na frente de ninguém e nem
mesmo apresentar para suas famílias as pessoas por quem estão apaixonados/as! Tudo isso é muito injusto e causa
sofrimento. E é por isso que as pessoas, principalmente as mais jovens, terminam por pensar e viver a sexualidade
como se fosse uma coisa feia, misteriosa, cheia de proibições e medos, quando deveria ser uma experiência boa,
que dá alegria e prazer.
Muitas pessoas acreditam que a sexualidade é uma necessidade física, como comer, beber água, fazer xixi. Um
instinto, como se diz por aí. Mas, se vocês pensarem bem nas suas próprias experiências, num instante vão descobrir
que é bem diferente, não é?
Para o desejo acontecer não basta apenas a ação dos hormônios, mesmo eles sendo muito fortes na adolescência.
O fundamental é que a pessoa se sinta estimulada e aí pode ser uma lembrança, uma imagem, um toque, um cheiro,
uma música e tantas outras coisas...
Têm momentos da vida em que o tesão fica mais forte, em outros ele nem aparece, e isso é completamente normal.
Afinal, a vida de todo mundo é repleta de muitos acontecimentos, bons e maus, e isso se reflete na sexualidade.
Os afetos também são muito importantes. Gostar de alguém, ter carinho, amizade, respeito, confiança levam as
pessoas a querer ficar juntas, se conhecer, se tocar, ter prazer uma com a outra.
Além disso, na vivência da sexualidade também entra o pensamento, não é só emoção; a razão funciona o tempo
todo e é o que faz as pessoas escolherem o momento, o/a parceiro/a, o que se quer, ou não, experimentar.
Também é muito comum se pensar que sexualidade é apenas transar, ou seja, algo que acontece entre duas pessoas,
jovens ou adultas, onde tem que haver contato entre os órgãos genitais e penetração do pênis na vagina.
Esta é uma forma muito antiga de se pensar na sexualidade e está ligada à idéia de que transar tem a ver só com
reprodução, com engravidar e ter filhos/as. Mas reproduzir é apenas uma das coisas que pode acontecer quando as
pessoas mantêm relações sexuais, só que não é a única.
Uma experiência sexual legal e gostosa oferece muitas outras possibilidades. Pode ser realizada sozinho/a ou com
outra pessoa. Beijar, abraçar, acariciar, cheirar, tocar, lembrar, imaginar, podem dar muito prazer e alegria, não é
verdade?
É possível experimentar várias coisas com o próprio corpo e com o das outras pessoas, só não vale quando provoca
sensações desagradáveis, dor, angústia, medo nas pessoas envolvidas, ou quando um dos dois não está a fim.
Na vivência sexual não se pode nunca obrigar alguém a fazer o que não está com vontade, nem permitir que os outros
façam isto com você. É um direito de todas as pessoas não se submeterem a atos que não desejam. Infelizmente
ainda é muito comum que os rapazes queiram transar com as namoradas dizendo que assim elas estão lhe dando
“uma prova de amor”. Isto é um grande absurdo, pois transar com quem se gosta pode ser ato de amor, paixão,
carinho, respeito, mas nunca pode ser “prova” de nada. Fazer sexo é uma experiência maravilhosa, que deve ser
compartilhada e desejada pelas pessoas que estão envolvidas, não deve ser jamais uma obrigação, um constrangimento
e muito menos um ato de violência.
Apoio:
EED / Novib / Fund. Mac Arthur
SOS CORPO - Gênero e Cidadania
Rua Real da Torre, 593 Madalena
CEP 50610-000 Recife-PE
Fone: 81 3445.2086 Fax: 81 3445.1905
E.mail: sos@soscorpo.org.br
do que muita gente pensa, a sexualidade não é um processo biológico, que só tem a ver com os órgãos sexuais e
os hormônios. As sociedades e as pessoas vão formando sua compreensão e vivência da sexualidade ao longo do
tempo. Os comportamentos, os desejos, as ideias são tanto individuais quanto sociais.
Como as pessoas e as sociedades mudam, a sexualidade também muda. Até pouco tempo atrás se pensava que
as mulheres não sentiam desejo sexual e só transavam para engravidar e satisfazer seu marido. Já os homens podiam
transar quando quisessem , com quem quisessem e quanto mais cedo começassem, melhor!
Muita coisa mudou, mas ainda há muito preconceito. Se não, como explicar o fato de que as mulheres, jovens ou
adultas, sejam chamadas de "galinhas" quando ficam com muitos rapazes ou se já tiveram muitos namorados? Em
que elas são diferentes dos homens, que têm muito mais liberdade e se relacionam com quem quiserem?
E as discriminações que os gays e lésbicas sofrem todos os dias? Não podem namorar na frente de ninguém e nem
mesmo apresentar para suas famílias as pessoas por quem estão apaixonados/as! Tudo isso é muito injusto e causa
sofrimento. E é por isso que as pessoas, principalmente as mais jovens, terminam por pensar e viver a sexualidade
como se fosse uma coisa feia, misteriosa, cheia de proibições e medos, quando deveria ser uma experiência boa,
que dá alegria e prazer.
Muitas pessoas acreditam que a sexualidade é uma necessidade física, como comer, beber água, fazer xixi. Um
instinto, como se diz por aí. Mas, se vocês pensarem bem nas suas próprias experiências, num instante vão descobrir
que é bem diferente, não é?
Para o desejo acontecer não basta apenas a ação dos hormônios, mesmo eles sendo muito fortes na adolescência.
O fundamental é que a pessoa se sinta estimulada e aí pode ser uma lembrança, uma imagem, um toque, um cheiro,
uma música e tantas outras coisas...
Têm momentos da vida em que o tesão fica mais forte, em outros ele nem aparece, e isso é completamente normal.
Afinal, a vida de todo mundo é repleta de muitos acontecimentos, bons e maus, e isso se reflete na sexualidade.
Os afetos também são muito importantes. Gostar de alguém, ter carinho, amizade, respeito, confiança levam as
pessoas a querer ficar juntas, se conhecer, se tocar, ter prazer uma com a outra.
Além disso, na vivência da sexualidade também entra o pensamento, não é só emoção; a razão funciona o tempo
todo e é o que faz as pessoas escolherem o momento, o/a parceiro/a, o que se quer, ou não, experimentar.
Também é muito comum se pensar que sexualidade é apenas transar, ou seja, algo que acontece entre duas pessoas,
jovens ou adultas, onde tem que haver contato entre os órgãos genitais e penetração do pênis na vagina.
Esta é uma forma muito antiga de se pensar na sexualidade e está ligada à idéia de que transar tem a ver só com
reprodução, com engravidar e ter filhos/as. Mas reproduzir é apenas uma das coisas que pode acontecer quando as
pessoas mantêm relações sexuais, só que não é a única.
Uma experiência sexual legal e gostosa oferece muitas outras possibilidades. Pode ser realizada sozinho/a ou com
outra pessoa. Beijar, abraçar, acariciar, cheirar, tocar, lembrar, imaginar, podem dar muito prazer e alegria, não é
verdade?
É possível experimentar várias coisas com o próprio corpo e com o das outras pessoas, só não vale quando provoca
sensações desagradáveis, dor, angústia, medo nas pessoas envolvidas, ou quando um dos dois não está a fim.
Na vivência sexual não se pode nunca obrigar alguém a fazer o que não está com vontade, nem permitir que os outros
façam isto com você. É um direito de todas as pessoas não se submeterem a atos que não desejam. Infelizmente
ainda é muito comum que os rapazes queiram transar com as namoradas dizendo que assim elas estão lhe dando
“uma prova de amor”. Isto é um grande absurdo, pois transar com quem se gosta pode ser ato de amor, paixão,
carinho, respeito, mas nunca pode ser “prova” de nada. Fazer sexo é uma experiência maravilhosa, que deve ser
compartilhada e desejada pelas pessoas que estão envolvidas, não deve ser jamais uma obrigação, um constrangimento
e muito menos um ato de violência.
Apoio:
EED / Novib / Fund. Mac Arthur
SOS CORPO - Gênero e Cidadania
Rua Real da Torre, 593 Madalena
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Com o término da leitura, encerramos também a aula.
sábado, 19 de outubro de 2013
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