sexta-feira, 29 de novembro de 2013

OUVI DIZER QUE....

DINÂMICA:
Ouvi dizer que....
 
Objetivo: Levantar dúvidas, tabus e informações do grupo em relação à sexualidade.
Material: Folhas de papel metro e canetas ou pincéis.
 
Desenvolvimento:
  1. Espalhar nove folhas de papel metro pelas paredes da sala. Todas as folhas têm o cabeçalho "ouvi dizer que...", seguido de um dos tópicos: pênis - vulva - masturbação -virgindade - ato sexual - menstruação - primeira vez - homossexualidade - DST/ Aids.
  2. Dividir o grupo em nove subgrupos. Cada subgrupo dirige-se a uma das folhas de papel metro distribuídas pela sala e escreve tudo o que já ouviu dizer (em casa, na escola, na rua, na tv, nos etc.) sobre o tópico que nela apresenta.
  3. Fazer o rodízio de todos os subgrupos pelos tópicos, de modo a completar as informações que o grupo possui sobre o assunto.
  4. Plenário: leitura das frases escritas em cada tópico; esclarecimentos do facilitador sobre o assunto; debate sobre tabus e concepções divergentes que aparecem nas frases.
 
 
 
Fonte: Margarida Serrão e Maria Clarice Baleeiro. Aprendendo a ser e a conviver, Fundação Odebrecht, FTD, 1999.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

PRAZER E RESPONSABILIDADE NAS RELAÇÕES SEXUAIS

Hoje os adolescentes iniciam a vida sexual muito cedo, sem entender bem o porquê. Às vezes por problemas familiares, às vezes por descoberta do próprio corpo, para descobrir o outro. Mas isto vem acontecendo de uma forma muito precoce. Eles ainda não tem a maturidade para discernir que o ato sexual deve ser amoroso, que deve trazer felicidade para a vida do jovem e por isso deve ser encarado com responsabilidade com o próprio corpo e com o corpo do(a) parceiro(a).


          Em relação à educação sexual, existem sérias distorções. Alguns jovens, principalmente mulheres, carregam uma concepção negativa do sexo. Aprendemos que aquilo é negativo, sujo, não pode ser realizado... Já o homem é incentivado desde cedo a ter relações sexuais, a se masturbar, a observar o corpo. Aí encontra-se a primeira dificuldade no ato sexual. Às vezes a mulher sente um pouquinho de dor, não sabe exatamente como e onde sentir prazer.
         É preciso conversar com os jovens que isso é um processo natural e que, aos poucos, eles vão se encontrando, como casal. Por isso é importante a intimidade. O que está acontecendo, hoje, é que as pessoas nem se conhecem e já têm a primeira relação sexual. É importante conviver, conhecer o aspecto psicológico, a personalidade do outro para enfrentar o primeiro momento que, muitas vezes, poderá ser difícil para um deles. Às vezes um parceiro tem experiência e o outro não tem.
          Quando começa a namorar, o jovem se depara com um mundo que quer vender o prazer. Existem os sexshops, as formas de você ter prazer... Só que não vinculam isso ao conhecimento de si próprio, ao conhecimento do corpo e do amor, que é fundamental para ter uma relação sexual. Muitos jovens estão adotando o conhecimento, o namorar, o se conhecer, o conversar, o abraçar, o beijar, a troca de carinho para depois ter a primeira relação sexual. Acredito que seja o mais aconselhável para acontecer com maturidade, por que a gente não ama o que não conhece. A gente só conhece uma pessoa depois de conviver alguns anos com ela. E a partir daí brota o sentimento de amor.
          Então, o jovem que posterga a primeira relação sexual é porque quer conhecer o outro, quer adotar esse sentimento de amor, que é o mais importante na nossa vida. A gente tem tantos religiosos que adotam a castidade e vivem bem e felizes porque amam e praticam a caridade. O sexo não é o ponto mais importante num relacionamento a dois; ele é um complemento que deve ser sadio e encarado com maturidade.
         
Conhecer para cuidar

          Mesmo hoje os jovens, principalmente a partir dos 11-12 anos, quando estão começando a apresentar transformações do corpo, veem o sexo como tabu. É difícil para o jovem se aceitar como um homossexual, por exemplo, ou querer conversar sobre relação sexual, sobre o que esta acontecendo com organismo dele, por que está ficando mais excitado em certo momento da vida. Ele, muitas vezes, não sabe que é uma fase de grande produção de hormônios.
          Os profissionais da Educação ensinam Geografia, Matemática, Língua Portuguesa etc., mas o jovem precisa também ser orientado sobre sexualidade, quando não tem isso em casa. E na escola isso é importante.
         Deveria ser ensinado na escola que cada um se conheça. A menina precisa saber o ciclo fisiológico, o que acontece quando ovula... Sabendo isso, ela saberá adotar medidas, entenderá que no  momento da ovulação ela fica mais excitada, pois é o período fértil. A educação sexual ainda está sendo pouco adotada na escola e também nas famílias o assunto pode e deve ser mais discutido.


MÚHE, Luciana Virgínia Tempesta. Prazer e responsabilidade nas relações sexuais. Jornal Mundo Jovem. Ano 45, n. 381, Outubro, 2007.


VIRGINDADE: QUAL SUA IMPORTANCIA PARA OS JOVENS?

Para a aula do dia 22/11/2013, a professora pediu para que escolhêssemos um tema e discorresse sobre o mesmo. Escolhi o tema  'virgindade', trouxe algumas abordagens e dei meu ponto de vista. Segue abaixo o texto elaborado por mim.

Virgindade
 
 
          Segundo o Wikipédia, o conceito de virgindade é construído pela sociedade, baseados em critérios tanto biológicos quanto socioculturais, e desta forma pode variar grandemente entre as culturas, sendo muito mais valorizado em alguns meios sociais e religiosos, especialmente no que diz respeito à preservação da virgindade antes do casamento.
          Em sociedades como a nossa, a virgindade tem um alto valor social, religioso e cultural. Aliás, a origem desta palavra é de fundo religioso, justamente para refrear a atividade sexual feminina, assegurando assim a instituição matrimonial e a legalidade dos filhos.
          Há quem considere a virgindade feminina como sendo um tesouro, e que só deve ser entregue no momento "certo" e ao parceiro "certo". Gostaria de pontuar que para muitos, especialmente aqueles que vivem de acordo com a Sagrada Escritura, o momento "certo" é, apenas depois do matrimônio.
          Mas o fato é que, hoje em dia, a maioria das adolescentes têm iniciado sua vida sexual muito cedo, não importando quem seja  o parceiro, acabando por se tornar - muitas vezes - a perda da virgindade, um ato como outro qualquer, e sendo assim, com pouca relevância. Daí o surgimento da pergunta: qual a importância da virgindade para os jovens de hoje em dia?
 
 
 
Fontes:


A EDUCAÇÃO SEXUAL NA FAMÍLIA

Deu positivo o exame de gravidez! E aí já começou a educação sexual da criança. Isso mesmo, ela inicia muito cedo, quando um casal sonha com todas as questões que envolvem a sexualidade em um grupo social, em um determinado lugar e num temo histórico. A sexualidade vem com marcas socioculturais.
 
 
          A família é a principal responsável pela educação da criança, mesmo que não tenha clareza sobre essa função principal. Nela há afetos importantes e cuidados, atenções e modelos significativos. Quando o pai beija o filho crescido ou o avô, mostra ao menino que homens podem, sim, ter contatos afetivos com outros homens sem que isto implique em conotações sexualizadas genitalizadas, como afirma Enio Pinto (1999).
          Quando a criança é alimentada com cuidado, a tempo e de modo tranquilo e carinhoso, aprende a confiar nos humanos. Aprende sobre prazer e para a vida toda buscará o mesmo. A criança vai crescendo, descobre o prazer de ser tocada e milhares de conexões neurais vão sendo organizadas em seu cérebro, o que a colocará em situação positiva em relação ao mundo.
 
Aprendendo pelo exemplo
 
           É importante que cuidadores (pais, mães, outros) estejam atentos para as curiosidades e saibam que pequenos gostam de imitar tudo e , principalmente, beijos. Gostam de beijos e de falar das funções corporais. Procuram ver adultos em roupas íntimas e querem namorar. É claro, namorar em uma perspectiva infantil é diferente dos adultos. Namorar tem sentido de companheirismo e atenção.
          Ensaiam até mesmo relações sexuais e muitas vezes chocam adultos, que não conseguem sair da sua posição adulta para ver, com olhos de criança, a questão que marca a influência poderosa da mídia. Nesse ensaio inocente para a criança, revela-se para o adulto, a preocupante estimulação que a mídia exerce, exigindo muito das emoções do pequeno e gerando angústias e anseios. Daí, acompanhar e conversar sobre programas de televisão e propagandas podem ser uma estratégia para conhecer o universo de sentimentos e curiosidades das crianças. Assim podemos acompanhá-las nessa aventura de descobrir-se e descobrir o mundo.
          E não podemos nos esquecer das chamadas palavras feias. Quando elas aparecem, às vezes mel pronunciadas, é importante descobrir seus significados e orienta-las sobre seus efeitos no contexto social. As pessoas surpreendem-se com as muitas versões que as crianças têm para eventos e fatos relativos à sexualidade. Imaginam e por vezes preocupam-se com os mistérios que não conseguem decifrar. E os adultos significativos não podem perder esse momento. Brinquedos e brincadeiras variados apontam para papéis sociais, de gênero e familiares, além de ajudar a formar a arquitetura dos cérebros de homens e mulheres.
          Perguntas! Ah! As famosas perguntas! Elas devem ser sempre escutadas com atenção e respondidas com honestidade, precisão, afeto e verdade. É importante lembrar que a família e a sociedade oferecem a base para que cada pessoa adote um referencial diante da sexualidade.
          Para finalizar, destacamos Rubem Alves quando diz: "Borboletas vivem em casulos fechados só por algum tempo. De repente elas saem para a vida, para o voo, para o perigo, para a alegria".  Assim, são as crianças. Então, é preciso ajudar a alçar voos em rotas mais seguras. Aceite o desafio!
 
 
CHAGAS, Eva Regina Carrazoni. A educação sexual na família. Jornal Mundo Jovem. Ano 47, n. 481, Outubro, 2009.


UM MESMO OBJETO. DIVERSOS OLHARES.

         Em uma roda de conversa, a professora Ana Raquel pediu para que escolhêssemos um objeto qualquer dentro das nossas bolsas. Esse foi o primeiro passo da dinâmica.
         O segundo passo consistiu em redigir um pequeno texto sobre o objeto escolhido. Feito isso, lemos para os colegas o texto elaborado.
         Escolhi dentre tantos objetos presentes em minha bolsa, uma caneta esferográfica Compactor 07 com tinta de cor azul. Segue abaixo o texto redigido sobre a mesma.

"Fabricada com as mais diversas formas, cores e materiais, a caneta nos ajuda a registrar nossos pensamentos e pretensões. Seja um breve recado, seja um bilhete carinhoso, ou ainda tudo aquilo que queremos dizer a alguém e não temos coragem. Portanto, esse pequeno objeto aparentemente de pouco valor, nos ajuda a perpetuar palavras, independentemente se serem elas boas ou ruins."
 
 
 
 
         Bem sabemos que cada pessoa vê por uma  ótica diferente o mesmo objeto, pessoa, situação e etc. No caso das alunas que escolheram o mesmo objeto que eu (caneta), pude ver isso claramente. Cada uma delas discorreu sobre um ponto de vista distinto.
         A dinâmica nos permitiu conhecer os diversos olhares e nos levou a ver e pensar o objeto em questão por vários ângulos, fazendo com que a aula se tornasse mais interessante a cada ponto de vista exposto.
 
 
 
 
 
Este registro faz referência a aula de Educação e Sexualidade do dia 08/11/2013. Curso: Pedagogia. Instituição: Universidade Estadual da Paraíba.
 


MITOS E TABUS SEXUAIS

A nossa sociedade continua criando mitos e tabus que dificultam e até prejudicam o relacionamento afetivo e sexual entre as pessoas. Essas inverdades conseguem criar enorme sofrimento, principalmente entre os jovens.
Veja abaixo os absurdos criados pela crendice popular:
  1. Sexualmente o homem é sempre ativo e a mulher é passiva;
  2. Depois de casado o homem deixa de se masturbar;
  3. Que o homem é responsável pelo orgasmo da mulher;
  4. Que todas as pessoas ou são totalmente heterossexuais ou totalmente homossexuais;
  5. Que o tamanho do pênis é que determina o maior ou menor prazer da mulher;
  6. Que a mulher só deve transar por amor;
  7. Que a mulher deve dar por finalizada o ato sexual tão logo o homem tenha ejaculado;
  8. Que a menopausa assinala o fim da vida sexual da mulher;
  9. Que as mulheres não sentem desejo sexual na gestação;
  10. Que a mulher tem menos necessidade de sexo do que o homem;
  11. Que o hímen é a prova da virgindade; que a virgindade é como se fosse o tesouro da mulher;
  12. Que existem mulheres frígidas e que estas jamais conseguirão chegar ao orgasmo.
 
Como podemos perceber, as mulheres são as maiores vítimas dos tabus, superstições e preconceitos. Somente com uma educação sexual séria poderemos orientar não apenas os jovens, mas a todas as pessoas. Muitos não foram educados ou foram de forma errada.


 
ZANCHETT, Nicéas Romeo. Mitos, tabus e superstições sexuais. Disponível em:< http://amoresexo-arte.blogspot.com.br/2013/06/mitos-tabus-e-supersticoes-sexuais.htmlAcesso em: 31/10/2013.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Mitos e Tabus Sobre Sexualidade

Na sexta-feira, 25/10, a professora Ana Raquel solicitou que pesquisássemos à respeito dos mitos e tabus sobre o sexo. No dia 01/11, após ser feita a divisão da turma em grupos, iniciamos a aula.
 Cada grupo apresentou para os demais, os mitos e tabus trazidos para a sala, dando espaço para que as colegas expusessem suas opiniões, acrescidas ou não de exemplos.
Veja abaixo o que trouxeram as alunas:
  1. Gravidez: como engravidar e como escolher o sexo da criança;
  2. Masturbação: feio, sujo;
  3. Virgindade: percepção;
  4. Desejo sexual: homem (+) e mulher (-);
  5. Tamanho do pênis: negros e brancos;
  6. Orgasmos múltiplos;
  7. Prazer no sexo anal?
Após a roda de conversa com a turma, vimos um vídeo com a opinião de crianças. O vídeo é intitulado "Pensamento infantil: a sexualidade da criança" e está disponível no you tube com o link
https://www.youtube.com/watch?v=FWHrfJj6m78#

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Roupa Nova - Sapato Velho


(Trilha sonora da aula do dia 25/10/2013)

TROCA SE SAPATO

Ao som da música Sapato Velho do Roupa Nova, demos início à aula e à dinâmica intitulada de "troca de sapato". A mesma consistiu em: retirar seus sapatos e coloca-los à sua frente; dar quatro passos para o lado direito e calçar os novos sapatos; caminhar aleatoriamente pela sala e ao som do apito, trocar novamente os sapatos com alguma colega. Esse processo se repetiu algumas vezes até que na última troca, calçando o seu verdadeiro par de sapatos, fomos instruídas a abraçar as colegas da turmas, desejando-lhes um bom dia.
Já em seus respectivos lugares, a turma discutiu acerca das dificuldades e facilidades encontradas ao calçar os sapatos das colegas e pontuamos a importância de nos colocarmos no lugar do outro pelo menos uma vez. Refletimos o quão difícil é, pensar e/ou agir como se fosse o outro.
É preciso que sejamos conscientes de que não soubermos os motivos da caminhada, não devemos criticar os passos de alguém.
 
 
(Registro da aula do dia 25/10/2013)

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

QUEM NUNCA?

"Quem nunca acordou um dia e imaginou como seria bom poder mudar algumas coisas? Resolver um arrependimento, retirar algo que foi dito, dizer o que ficou faltando. Fazer algo com mais entusiasmo, experimentar coisas e situações diferentes, se dedicar mais aos amigos, se envolver em alguma causa, grande ou pequena, Estar mais com quem se ama, se aborrecer menos com o trabalho, dar valor ao que realmente importa.
O que está feito não tem volta, mas todo resto é possível!
Não quero discutir quem este certo, mas que as coisas deem certo. E não quero deixar de arriscar por receio de não ser impecável, e sim avançar, livre, com menos cobranças, mais generosa comigo mesma e com meus erros."
Paula Mageste,
diretora de redação da Revista Cláudia


EDUCAR PARA CRESCER

Cláudia Viana, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, responsável pela formação de professores com ênfase na diversidade de gênero, acredita que os adultos ainda não estão preparados para lidar com a transexualidade nem com sinais de homossexualidade na infância. Mas argumenta que há avanços na forma como as escolas estão resolvendo as questões de gênero. "Hoje os professores são formados para lidar com a diversidade. É uma transição importante, pois nós não tivemos isso na nossa educação."

Beto de Jesus, educador há 25 anos, que há 13 trabalha com o Ministério da Educação dando cursos para formação de professores com ênfase na diversidade de gênero, afirma que a informação é o que ajuda a combater o preconceito. "O mais importante é entender que essas manifestações são uma expressão da integridade da criança ou do adolescente. Ser gay, lésbica ou transexual são marcadores da identidade que nos constitui como pessoa, mas somos todos cidadãos, com direitos iguais. O respeito às diferenças tem de ser ensinado e garantido pela escola."

ORAGGIO, L. Educar para crescer. Cláudia, n. 9, p.204, set./ 2013.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

TRILHA SONORA DA AULA DO DIA 18/10/2013


EDUCAÇÃO E SEXUALIDADE

 
          A aula de Educação e Sexualidade do dia 18/10/2013 foi iniciada com uma dinâmica que consistiu em escolhermos dentre algumas bexigas coloridas, aquela que nos chamasse atenção e tivesse a cor que mais agradasse a nossa visão.
         Ao receber um pedaço de papel, dividimos a turma em duas equipes, cada qual ficando responsável por dar sua definição de sexo e sexualidade. Feito isso, colocamos o papel dentro da bexiga, a enchemos e partimos para a segunda etapa.
          A trilha sonora da dinâmica ficou a cargo da professora Ana Raquel, que escolheu a música "já sei namorar" do grupo Tribalistas.
Missão das alunas: Dançar, jogando a bexiga para cima sem deixar que caísse nenhuma delas. Ao término da música, estouramos a bexiga e lemos a definição cotidiano interior das mesmas. Entre as definições, destacamos:
Definições de sexo:
  • Definição de gênero;
  • Ato sexual;
  • Fantasia/ escolha;
  • Saúde/ bem estar.
Definições de sexualidade:
  • Diversas formas de obter prazer;
  • Comportamento sexual;
  • Forma de viver e encarar o sexo;
  • Expressar o prazer sexual;
  • Descobrir a sexualidade;
  • Interesses;
  • Personalidade.
          Após o intervalo, realizamos a leitura coletiva do texto: Série Saúde Preventiva: conversando sobre sexualidade. Segue abaixo o texto citado:
 
 
A sexualidade é algo que vamos aprendendo e experimentando durante toda a vida. Aprendendo? Pois é, diferente
do que muita gente pensa, a sexualidade não é um processo biológico, que só tem a ver com os órgãos sexuais e
os hormônios. As sociedades e as pessoas vão formando sua compreensão e vivência da sexualidade ao longo do
tempo. Os comportamentos, os desejos, as ideias são tanto individuais quanto sociais.
Como as pessoas e as sociedades mudam, a sexualidade também muda. Até pouco tempo atrás se pensava que
as mulheres não sentiam desejo sexual e só transavam para engravidar e satisfazer seu marido. Já os homens podiam
transar quando quisessem , com quem quisessem e quanto mais cedo começassem, melhor!
Muita coisa mudou, mas ainda há muito preconceito. Se não, como explicar o fato de que as mulheres, jovens ou
adultas, sejam chamadas de "galinhas" quando ficam com muitos rapazes ou se já tiveram muitos namorados? Em
que elas são diferentes dos homens, que têm muito mais liberdade e se relacionam com quem quiserem?
E as discriminações que os gays e lésbicas sofrem todos os dias? Não podem namorar na frente de ninguém e nem
mesmo apresentar para suas famílias as pessoas por quem estão apaixonados/as! Tudo isso é muito injusto e causa
sofrimento. E é por isso que as pessoas, principalmente as mais jovens, terminam por pensar e viver a sexualidade
como se fosse uma coisa feia, misteriosa, cheia de proibições e medos, quando deveria ser uma experiência boa,
que dá alegria e prazer.
Muitas pessoas acreditam que a sexualidade é uma necessidade física, como comer, beber água, fazer xixi. Um
instinto, como se diz por aí. Mas, se vocês pensarem bem nas suas próprias experiências, num instante vão descobrir
que é bem diferente, não é?
Para o desejo acontecer não basta apenas a ação dos hormônios, mesmo eles sendo muito fortes na adolescência.
O fundamental é que a pessoa se sinta estimulada e aí pode ser uma lembrança, uma imagem, um toque, um cheiro,
uma música e tantas outras coisas...
Têm momentos da vida em que o tesão fica mais forte, em outros ele nem aparece, e isso é completamente normal.
Afinal, a vida de todo mundo é repleta de muitos acontecimentos, bons e maus, e isso se reflete na sexualidade.
Os afetos também são muito importantes. Gostar de alguém, ter carinho, amizade, respeito, confiança levam as
pessoas a querer ficar juntas, se conhecer, se tocar, ter prazer uma com a outra.
Além disso, na vivência da sexualidade também entra o pensamento, não é só emoção; a razão funciona o tempo
todo e é o que faz as pessoas escolherem o momento, o/a parceiro/a, o que se quer, ou não, experimentar.
Também é muito comum se pensar que sexualidade é apenas transar, ou seja, algo que acontece entre duas pessoas,
jovens ou adultas, onde tem que haver contato entre os órgãos genitais e penetração do pênis na vagina.
Esta é uma forma muito antiga de se pensar na sexualidade e está ligada à idéia de que transar tem a ver só com
reprodução, com engravidar e ter filhos/as. Mas reproduzir é apenas uma das coisas que pode acontecer quando as
pessoas mantêm relações sexuais, só que não é a única.
Uma experiência sexual legal e gostosa oferece muitas outras possibilidades. Pode ser realizada sozinho/a ou com
outra pessoa. Beijar, abraçar, acariciar, cheirar, tocar, lembrar, imaginar, podem dar muito prazer e alegria, não é
verdade?
É possível experimentar várias coisas com o próprio corpo e com o das outras pessoas, só não vale quando provoca
sensações desagradáveis, dor, angústia, medo nas pessoas envolvidas, ou quando um dos dois não está a fim.
Na vivência sexual não se pode nunca obrigar alguém a fazer o que não está com vontade, nem permitir que os outros
façam isto com você. É um direito de todas as pessoas não se submeterem a atos que não desejam. Infelizmente
ainda é muito comum que os rapazes queiram transar com as namoradas dizendo que assim elas estão lhe dando
“uma prova de amor”. Isto é um grande absurdo, pois transar com quem se gosta pode ser ato de amor, paixão,
carinho, respeito, mas nunca pode ser “prova” de nada. Fazer sexo é uma experiência maravilhosa, que deve ser
compartilhada e desejada pelas pessoas que estão envolvidas, não deve ser jamais uma obrigação, um constrangimento
e muito menos um ato de violência.
Apoio:
EED / Novib / Fund. Mac Arthur
SOS CORPO - Gênero e Cidadania
Rua Real da Torre, 593 Madalena
CEP 50610-000 Recife-PE
Fone: 81 3445.2086 Fax: 81 3445.1905

E.mail:
sos@soscorpo.org.br
 
Com o término da leitura, encerramos também a aula.
 

sábado, 19 de outubro de 2013

DIVERSIDADE

" A educação sexual que só explicava como nascem os bebês ficou ultrapassada. Hoje, nem os professores nem as famílias escapam de abordar questões de gênero mais complexas - e todos precisam estar bem preparados para isso." 
Liliane Oraggio