quinta-feira, 24 de outubro de 2013

EDUCAÇÃO E SEXUALIDADE

 
          A aula de Educação e Sexualidade do dia 18/10/2013 foi iniciada com uma dinâmica que consistiu em escolhermos dentre algumas bexigas coloridas, aquela que nos chamasse atenção e tivesse a cor que mais agradasse a nossa visão.
         Ao receber um pedaço de papel, dividimos a turma em duas equipes, cada qual ficando responsável por dar sua definição de sexo e sexualidade. Feito isso, colocamos o papel dentro da bexiga, a enchemos e partimos para a segunda etapa.
          A trilha sonora da dinâmica ficou a cargo da professora Ana Raquel, que escolheu a música "já sei namorar" do grupo Tribalistas.
Missão das alunas: Dançar, jogando a bexiga para cima sem deixar que caísse nenhuma delas. Ao término da música, estouramos a bexiga e lemos a definição cotidiano interior das mesmas. Entre as definições, destacamos:
Definições de sexo:
  • Definição de gênero;
  • Ato sexual;
  • Fantasia/ escolha;
  • Saúde/ bem estar.
Definições de sexualidade:
  • Diversas formas de obter prazer;
  • Comportamento sexual;
  • Forma de viver e encarar o sexo;
  • Expressar o prazer sexual;
  • Descobrir a sexualidade;
  • Interesses;
  • Personalidade.
          Após o intervalo, realizamos a leitura coletiva do texto: Série Saúde Preventiva: conversando sobre sexualidade. Segue abaixo o texto citado:
 
 
A sexualidade é algo que vamos aprendendo e experimentando durante toda a vida. Aprendendo? Pois é, diferente
do que muita gente pensa, a sexualidade não é um processo biológico, que só tem a ver com os órgãos sexuais e
os hormônios. As sociedades e as pessoas vão formando sua compreensão e vivência da sexualidade ao longo do
tempo. Os comportamentos, os desejos, as ideias são tanto individuais quanto sociais.
Como as pessoas e as sociedades mudam, a sexualidade também muda. Até pouco tempo atrás se pensava que
as mulheres não sentiam desejo sexual e só transavam para engravidar e satisfazer seu marido. Já os homens podiam
transar quando quisessem , com quem quisessem e quanto mais cedo começassem, melhor!
Muita coisa mudou, mas ainda há muito preconceito. Se não, como explicar o fato de que as mulheres, jovens ou
adultas, sejam chamadas de "galinhas" quando ficam com muitos rapazes ou se já tiveram muitos namorados? Em
que elas são diferentes dos homens, que têm muito mais liberdade e se relacionam com quem quiserem?
E as discriminações que os gays e lésbicas sofrem todos os dias? Não podem namorar na frente de ninguém e nem
mesmo apresentar para suas famílias as pessoas por quem estão apaixonados/as! Tudo isso é muito injusto e causa
sofrimento. E é por isso que as pessoas, principalmente as mais jovens, terminam por pensar e viver a sexualidade
como se fosse uma coisa feia, misteriosa, cheia de proibições e medos, quando deveria ser uma experiência boa,
que dá alegria e prazer.
Muitas pessoas acreditam que a sexualidade é uma necessidade física, como comer, beber água, fazer xixi. Um
instinto, como se diz por aí. Mas, se vocês pensarem bem nas suas próprias experiências, num instante vão descobrir
que é bem diferente, não é?
Para o desejo acontecer não basta apenas a ação dos hormônios, mesmo eles sendo muito fortes na adolescência.
O fundamental é que a pessoa se sinta estimulada e aí pode ser uma lembrança, uma imagem, um toque, um cheiro,
uma música e tantas outras coisas...
Têm momentos da vida em que o tesão fica mais forte, em outros ele nem aparece, e isso é completamente normal.
Afinal, a vida de todo mundo é repleta de muitos acontecimentos, bons e maus, e isso se reflete na sexualidade.
Os afetos também são muito importantes. Gostar de alguém, ter carinho, amizade, respeito, confiança levam as
pessoas a querer ficar juntas, se conhecer, se tocar, ter prazer uma com a outra.
Além disso, na vivência da sexualidade também entra o pensamento, não é só emoção; a razão funciona o tempo
todo e é o que faz as pessoas escolherem o momento, o/a parceiro/a, o que se quer, ou não, experimentar.
Também é muito comum se pensar que sexualidade é apenas transar, ou seja, algo que acontece entre duas pessoas,
jovens ou adultas, onde tem que haver contato entre os órgãos genitais e penetração do pênis na vagina.
Esta é uma forma muito antiga de se pensar na sexualidade e está ligada à idéia de que transar tem a ver só com
reprodução, com engravidar e ter filhos/as. Mas reproduzir é apenas uma das coisas que pode acontecer quando as
pessoas mantêm relações sexuais, só que não é a única.
Uma experiência sexual legal e gostosa oferece muitas outras possibilidades. Pode ser realizada sozinho/a ou com
outra pessoa. Beijar, abraçar, acariciar, cheirar, tocar, lembrar, imaginar, podem dar muito prazer e alegria, não é
verdade?
É possível experimentar várias coisas com o próprio corpo e com o das outras pessoas, só não vale quando provoca
sensações desagradáveis, dor, angústia, medo nas pessoas envolvidas, ou quando um dos dois não está a fim.
Na vivência sexual não se pode nunca obrigar alguém a fazer o que não está com vontade, nem permitir que os outros
façam isto com você. É um direito de todas as pessoas não se submeterem a atos que não desejam. Infelizmente
ainda é muito comum que os rapazes queiram transar com as namoradas dizendo que assim elas estão lhe dando
“uma prova de amor”. Isto é um grande absurdo, pois transar com quem se gosta pode ser ato de amor, paixão,
carinho, respeito, mas nunca pode ser “prova” de nada. Fazer sexo é uma experiência maravilhosa, que deve ser
compartilhada e desejada pelas pessoas que estão envolvidas, não deve ser jamais uma obrigação, um constrangimento
e muito menos um ato de violência.
Apoio:
EED / Novib / Fund. Mac Arthur
SOS CORPO - Gênero e Cidadania
Rua Real da Torre, 593 Madalena
CEP 50610-000 Recife-PE
Fone: 81 3445.2086 Fax: 81 3445.1905

E.mail:
sos@soscorpo.org.br
 
Com o término da leitura, encerramos também a aula.
 

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