Cláudia Viana, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, responsável pela formação de professores com ênfase na diversidade de gênero, acredita que os adultos ainda não estão preparados para lidar com a transexualidade nem com sinais de homossexualidade na infância. Mas argumenta que há avanços na forma como as escolas estão resolvendo as questões de gênero. "Hoje os professores são formados para lidar com a diversidade. É uma transição importante, pois nós não tivemos isso na nossa educação."
Beto de Jesus, educador há 25 anos, que há 13 trabalha com o Ministério da Educação dando cursos para formação de professores com ênfase na diversidade de gênero, afirma que a informação é o que ajuda a combater o preconceito. "O mais importante é entender que essas manifestações são uma expressão da integridade da criança ou do adolescente. Ser gay, lésbica ou transexual são marcadores da identidade que nos constitui como pessoa, mas somos todos cidadãos, com direitos iguais. O respeito às diferenças tem de ser ensinado e garantido pela escola."
ORAGGIO, L. Educar para crescer. Cláudia, n. 9, p.204, set./ 2013.
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