sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

VIOLÊNCIA SEXUAL: CARACTERIZAÇÃO E ANÁLISE DE CASOS REVELADOS NA ESCOLA

          As autoras retratam um pouco sobre o conceito de violência,  em especial a violência sexual, atentando para o triste fato de que a família aparece como a maior violadora dos direitos infanto-juvenis.
          No Brasil,  a partir da década de 60, surgiram os primeiros diagnósticos de maus tratos e propostas de intervenção que, posteriormente, contribuíram para o desenvolvimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
          Infelizmente, dentre os tipo de violência cometidos contra o ser humano, a violência sexual é o delito menos denunciado na sociedade brasileira. A atitude da vítima em não denunciar a violência parece estar relacionada a múltiplos fatores, como constrangimento, medo de humilhação, de incompreensão de parceiros, familiares, amigos, vizinhos e autoridades, que muitas vezes culpam a vítima, acreditando, erroneamente, que a mesma possa ter favorecido ou provocado a ocorrência da violência, pelo uso de determinadas vestimentas, por atitudes, local e horário em que se encontrava na ocasião.
          O abuso sexual traz muitas consequências negativas para a vítima. Venhamos e convenhamos que a situação é no mínimo constrangedora e traumatizante. A criança e/ou o adolescente abusada, está exposta a diferente riscos, que comprometem sua saúde física e mental. Imagino que os transtornos são ainda maiores quando o agressor é alguém do seu convívio. Alguém de sua confiança. Alguém que  o mesmo sangue que a vítima correndo nas veias. Olhar para o agressor e relembrar os momentos de terror. Pior ainda quando o abuso acontece com frequência. A criança e/ou adolescente, com sentimento de culpa, se sente intimidado e muitas vezes ele é obrigado a permitir o ato, e não tem coragem para denunciar aquele que o violentou/violenta.
 
 
 
 
 
INOUE, Silvia Regina Viodres. RISTUM, Marilena. Violência sexual: caracterização e análise de casos revelados na escola. Disponível em: <www.scielo.br/pdf/estpsi/v25n1/a02v25n1> Acesso em: 19 de Fevereiro de 2014.

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